Reflexão: Jeremias não faz uma oração tímida. Ele fala como quem sabe com quem está falando: se o Senhor cura, é cura de verdade; se o Senhor salva, é salvação completa. A gente corre atrás de médico, remédio, conselho, vídeo na internet… e tudo isso pode ter seu lugar. Mas, no fundo, ele assume algo que a gente nem sempre admite: o limite humano é curto, o poder de Deus não tem limite.
Tem ferida que exame nenhum mostra. Peso que se sente no peito, nó na garganta, vergonha antiga, culpa que insiste em voltar, lembranças que ainda doem quando a casa fica silenciosa. A cura de Deus vai nessas regiões escondidas onde ninguém põe a mão. Ele não lida só com o que aparece, mas vai lá na raiz.
E quando Deus deixa de ser apenas um “socorro emergencial” e passa a ser o nosso louvor, até a espera muda. A gente para de adorar a cura em si e começa a adorar o Curador. Louvamos não só quando a dor passa, mas porque Ele continua sendo quem é, mesmo quando a dor ainda não foi embora.
Pergunta para reflexão: Que ferida você continua tentando esconder de Deus, em vez de colocar aberta diante dEle hoje?
Oração: Senhor, eu me coloco inteiro nas Tuas mãos. Cura o que ninguém vê, salva o que eu não consigo mudar sozinho e recebe o meu louvor, mesmo enquanto ainda espero.